quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Oliveira Silveira: “Cabelos que Negros”

Cabelo carapinha,
engruvinhado, de molinha,
que sem monotonia de lisura
mostra-esconde a surpresa de mil
espertas espirais,
cabelo puro que dizem que é duro,
cabelo belo que eu não corto à zero,
não nego, não anulo, assumo,
assino pixaim,
cabelo bom que dizem que é ruim
e que normal ao natural
fica bem em mim,
fica até o fim
porque eu quero,
porque eu gosto,
porque sim,
porque eu sou
pessoa negra e vou
ser mais eu, mais neguim
e ser mais ser
assim.

2 comentários:

  1. olá Oliveira Silveira. Quero muito falar com você. Quero musicar esse poema Liah Jonnes.

    e-mail: lab.room@hotmail.com
    tel: 11 99577-1155
    facebook: Liah Jonnes



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